Esse texto foi publicado, mas não será compartilhado nas minhas redes, nem divulgado pessoalmente por mim. Isso torna imensa a possibilidade de ninguém nunca ler isso, já que hoje não se acompanha mais os blogs, além do fato de que os meus leitores eram divididos em dois grupos: os meus amigos (a quem marcava nas redes sociais) e os que caiam de paraquedas pelo Google buscando por futilidades como "rolezinho" e "casamento real". Mas sigamos em frente!
Não sei se o destino faz ponderações. Mas que ele trate, se achar conveniente, de apresentar esse texto às pessoas certas, que o devam ler. E essas pessoas saberão que é para elas que passo a escrever adiante. Mesmo que, para isso, ainda precisem dar uma lida na minha biografia aqui na lateral.
Não sei se o destino faz ponderações. Mas que ele trate, se achar conveniente, de apresentar esse texto às pessoas certas, que o devam ler. E essas pessoas saberão que é para elas que passo a escrever adiante. Mesmo que, para isso, ainda precisem dar uma lida na minha biografia aqui na lateral.
De 2009 a 2014, esse blog foi o meu lugar. Lugar de desabafar, de comemorar, de amar, de despejar ódios inexplicáveis, de encher linguiça para não passar o ano em branco. Enfim, lugar de tudo. 5 anos de atividade, 33 textos. Agora, 8 anos depois daquele início e após 3 anos de inatividade, pergunto-me: com tanta bobagem/idiotice que escrevi aqui e com tanto arrependimento que tenho de tê-lo feito, porque manter esses textos publicados? Eu nem sabia o que estava fazendo!! Eu sei que é estranho estar pensando nisso tanto tempo depois. Mas tenho a necessidade de fazer algo. Fazer algo a respeito da minha imaturidade, da minha precipitação, da minha impulsividade. E, ainda que de forma superficial, fazer algo a respeito do meu coração.
Peço perdão pelos assuntos fúteis que aqui tratei, pelas análises desnecessárias que publiquei, pelos comentários frívolos que compartilhei. Mas, acima de qualquer coisa, peço perdão pela indiferença que em vários momentos aqui demonstrei. Pessoas foram injustamente atingidas pela minha indiferença. E o pior de tudo: pessoas que para sempre farão parte da minha vida, mesmo que hoje estejam ausentes. A minha intenção nunca foi machucar os sentimentos de ninguém. Hoje, entendo que talvez eu estivesse querendo demonstrar um desinteresse que não existia.
Hoje, consigo enxergar quanta coisa eu deveria ter feito diferente. E como gostaria de voltar atrás e mudar boa parte da história. E como isso é impossível, o que me resta é fazer o meu ontem moldar o meu hoje e o amanhã. É o que tenho feito na minha vida há algum tempo. Não me permito mais errar com as pessoas, abandona-las, ser indiferente, magoa-las.
Hoje, simbolicamente, apago todos os textos que publiquei anteriormente neste blog. Por mais que este tenha sido parte fundamental da minha adolescência/juventude, não posso mais ver exposto um lado meu que já abandonei e não pretendo recuperar. Essa será a única postagem que restará por aqui. Que ela represente a mudança e que possa ser levada como um pedido de perdão aqueles que foram atingidos pelas minhas palavras. Pois, agora eu sei, palavras machucam.
A gente se vê!
Sem mais,
George Farias.
George Farias.
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